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Devo contratar um profissional certificado ou com experiência?

Publicado por Edson Garcia em October 17, 2008 – 1:45 pm01 comentário

Quando um departamento solicita ao RH de sua empresa a contratação de um novo gerente de projetos o que pesa mais? Certificação ou Experiência?

O estímulo para que eu escrevesse este post veio através de um anúncio que li no blog corporativo da Locaweb. No post o autor (um dos sócios) dizia que possuia uma vaga na empresa para engenheiro e que era restrita a profissionais recém formados pela USP, UNICAMP ou ITA.

Até onde o nome de uma instituição ou um certificado garante ao empregador que o profissional a ser contratado será a melhor opção?

Particularmente discordo desse pré-conceito e posso tomar minha pessoa como exemplo. Por ter que trabalhar desde cedo não tive tempo para fazer cursinho e entrar em alguma universidade federal ou estadual pois trabalhava e cursava o 2º grau técnico. Quando chegou a época de faculdade tive que optar por uma particular que não possui o mesmo prestígio que uma UNICAMP da vida mas que oferece tantas condições quanto para que eu fosse atrás de meus objetivos.

O problema das instituições particulares concentra-se no processo seletivo que na verdade não seleciona nada e com isso, muitas pessoas desinteressadas, que vão estudar por obrigação (por exemplo, pais que obrigam), acabam sendo aprovadas para entrar em algum curso. Como não possuem um mínimo de interesse, passam 8 ou 10 semestres sem aprender uma vírgula (ou quase isso) e se “formam”, formação essa baseada em plágios e colas, mas realmente sem conteúdo. O empregador contrata esse cidadão, e após algum tempo de experiência percebe que não sabe nada. Por causa de uma dúzia de maças podres (normalmente escolhidos para fazer o ENEM infelizmente) todo o pomar leva a fama.

Opa, mas pera lá! No meio das maças podres existe muita gente interessada que procura aprender a cada dia mais e evoluir, como eu =) !

Pessoas esforçadas e dedicadas que suprem as deficiencias da universidade da seguinte forma: SUOR E DETERMINAÇÃO.

Meu estudo nunca se limitou ao conteúdo ministrado na universidade. SEMPRE complementei minha formação academica com cursos extracurrículares, autodidata (sites, artigos, fóruns, livros etc.). Passei (e ainda passo) muitas madrugadas lendo papers pela net, teses e afins.

Por essas e por outras não concordo com essa discriminação. Sou TÃO BOM PROFISSIONAL (ou melhor) que qualquer profissional graduado em federais e não iria admitir esse tipo de preconceito. Não faço parte dos desinteressados e não aceitaria ser rotulado como “menos inteligente” ou algo do tipo simplemente pelo fato ter estudado em uma instituição de menor prestígio pelo motivo já citado.

Voltando ao papo do GP.

Quando um profissional de RH contrata um novo colaborador, provavelmente tenderá a selecioná-lo pela “sopa de letrinhas” que constar em seu currículo até por se tratar de um profissional de humanas e que provavelmente não possuirá conhecimento técnico, ou possuirá um conhecimento bem superficial.

De fato isto é um erro, assim como limitar a seleção de um profissional a XPTO instituições.

Certificação é algo que se tornou “HOT” somente agora, quem dirá para gerenciamento de software. Que vaga exigia um profissional para gerenciar projetos de implantação de sistemas com certificação PMP a 8 anos atrás?

Na empresa que trabalho, existem dois GPs na faixa dos 46 anos, ambos sem certificação. Digo a vocês que tem muito PMP que não vale metade de um deles. A experiência, a “malandragem”, o “feeling” desses dois caras não tem prova de $550 doletas que compre.

A experiência ainda é sim o quesito de avaliação mais importante, porém, ignorado por muitos profissionais de RH da atualidade.

Me digam qual certificação seria mais válida do que a experiência de mais de 20 anos em projetos de um profissional?

Pois é. Que o marketing e modismo das instituições e certificações do momento não sejam a barreira que impedirá que GRANDES E PRECIOSOS profissionais atuem pelo simples falto de não terem um papelzinho assinado por Harvard, FGV, PMI e afins.

Lembrem-se pessoal. Grandes empreendedores brasileiros nem 2º grau completo possuem. Existem homens e mulheres faturando milhões de dólares anuais e nunca pisaram dentro de um IBMEC, USP, ITA e afins.

Só para finalizar NÃO SOU CONTRA certificações e os cursos das grandes instuições, muito pelo contrário, corro constantemente atrás das certificações que tenho interesse. O “x” da questão é que tanto um profissional certificado quanto um não certificado devem ser chamados para seleção e ai, nos testes, na dinâmica sejam avaliadas as capacidades de cada um para que o MELHOR seja escolhido independente de seu histórico escolar ou certificações, mas sim pelo profissional que realmente é. E o melhor pode ser sim, o sem certificação, que se formou na Quilombo do Palmares, na Universidade Paulista, na Unifieo e por ai vai.

Não é a universidade que forma o profissional, quem forma o profissional é sua determinação, sua garra e sua vontade de crescer. Quem tem interesse irá suprir as deficiências encontradas de alguma forma alternativa. Lembrem-se dos empreendedores brasileiros. Tenho certeza que vão se lembrar de alguém que chegou lá sem ter nem colocado o pé dentro de uma universidade.

Certificações também não garantem bons profissionais. Elas servem de complemento para aqueles que são bons e de máscara para aqueles que são péssimos assim como uma gradução.

E você, profissional de RH, na hora de selecionar um candito ESCOLHA O MELHOR independente se tem 7 certificações ou nenhuma. Sua empresa lhe agradecerá.

Abraço!

One Comment »

  • Gerson Luis said:

    Não é a universidade que forma o profissional, quem forma o profissional é sua determinação, sua garra e sua vontade de crescer.

    A frase acima resume o texto e é a pura verdade, infelizmente os certificados, funcionam como filtros de seleção.

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